Visita ao Inhotim
Durante a parte da manhã, na visita ao Inhotim, fui realizar a atividade proposta em aula na galeria Cosmococa, projetada pelos Arquitetos Associados em 2010. Nela, está abrigado um conjunto de cinco ambientes interativos desenvolvidos por Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. A exposição brinca com os diversos sentidos, tais como os cheiros que variam nos ambientes, a sonoridade que é explorada em cada projeção, a temperatura das salas, as texturas do piso e objetos presentes, entre outros. A experiência começa com a retirada dos calçados e a chegada numa espécie de saguão calmo e com iluminação suave que te encaminha para cinco entradas diferentes. Em cada ambiente que você entra, encontra-se uma interação distinta e uma pequena bolha fora da realidade.
Além da exposição presente dentro da galeria, o próprio prédio é fonte de expressão artística e interativa. Ele foi construído para obrigar o conjunto de ambientes desenvolvidos por Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, então propõem a divisão de cinco salas para que cada interação seja única e imersiva, o que é favorecido pelas entradas escuras por meio de corredores, e a conexão entre as salas por um hall comum, que funciona como a realidade fora das obras. Ademais, o edifício foi construído em um terreno irregular e oferece duplo ponto de vista, um pela fachada, que contempla uma grande construção de pedra sem janelas, o outra ocorre pela cobertura de grama, que garante um ângulo superior da galeria.
Dessa forma, a visita ao Cosmococa é muito interessante pelas interações propostas pela exposição de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida e pela edificação em si. O acesso para a galeria é muito bem sinalizado e contemplativo pelo belo paisagismo do instituto.
Durante o período da tarde, fui explorar o restante do Inhotim e consegui entrar em muitas outras galerias como Galeria Mata, Galeria True Rouge, Galeria Praça, Galeria Adriana Varejão, Galeria Lygia Pape e Galeria Psicoativa Tunga. Para mim, que nunca tinha visitado, foi muito maravilhosa a experiência. O Inhotim é uma bolha na realidade que encanta com sua beleza natural do paisagismo, o silêncio e calmaria do lugar, a organização, as galerias e edificações muito harmônicas e suaves que nos oferecem uma imersão num ambiente equilibrado e introspectivo. As outras obras que visitei me marcaram menos pela interação com a peça, mas pelas sensações que presencia-las geraram em mim. Um exemplo foi a Galeria Lygia Pape que me convidou, desde sua localização bem conjunta e abraçada pela topografia, a um momento de contemplação e introspecção. Logo ao entrar, somos convidados a nos deslocarmos do mundo comum para aquele ambiente escuro que vai se expondo com os belos fios dourados da exposição. com o silêncio e baixa iluminação a galeria nos garante um imersão muito especial.
Sendo assim, a visita ao Inhotim me despertou para várias sensações espaciais, contemplativas e imersivas que combinam a arte propriamente dita, as edificações incríveis com a beleza intrínseca da natureza construindo um refúgio de harmonia.
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